Vaga, admissão, experiência e desligamento num só sistema — cada decisão com dono, cada aprovação presa ao texto que foi aprovado, cada prazo calculado. Do latim probatio: prova e aprovação.
E as duas coisas somem exatamente quando alguém precisa delas — numa auditoria, numa reclamatória, ou na semana em que o gestor que sabia de tudo entrou de férias.
A vaga foi aberta num grupo de WhatsApp, a proposta saiu por e-mail e a efetivação aconteceu por telefone. Três canais, nenhum registro único.
O 10º dia corrido do art. 477 § 6º da CLT e o dia 15 do eSocial não avisam ninguém. Quem avisa é a multa.
DP, RH e gestor mantêm versões diferentes do mesmo quadro — e nenhuma delas é, de fato, a oficial.
O documento existe, mas não diz quem aprovou, quando, nem sobre qual versão do texto a aprovação recaiu.
Nada disso é falta de cuidado. É falta de rito — de um caminho obrigatório, com responsável em cada passo.
A ordem é a do ciclo de vida do empregado: o registro, o que o alimenta e o que o encerra. Cada momento é um protocolo numerado, com rito próprio.
Quem está na empresa hoje. Consulta e correção — e não há botão de criar: o cadastro se popula pela admissão, com trilha. Corrigir exige motivo e a data do fato, que não é a data da digitação.
A decisão de abrir posição, com justificativa de negócio, perfil, cotas legais, faixa salarial aprovada e a declaração de divulgação interna.
Quem entra para ocupar a vaga: candidato, proposta, custo real, validação documental de segurança do trabalho e a efetivação pelo DP — que é o que cria o registro no cadastro.
Efetivar ou descontinuar, antes de o contrato virar indeterminado. Competências, barreiras eliminatórias e parecer, com o prazo do termo controlado pelo sistema.
Quem sai, com as estabilidades conferidas antes de qualquer comunicação, o pacote de documentos montado e a entrevista de saída em nove dimensões.
Cada protocolo nasce numerado, vazio e carimbado com a versão do rito que valia naquele dia — e segue essa versão até o fim. Mudança de regra não reescreve decisão passada.
O mesmo motor atende todos os protocolos. O que muda é quantas etapas cada um tem e qual papel fecha cada etapa — e isso é configuração da empresa, não do código.
E quatro estados, que o sistema deriva do conteúdo e das assinaturas — nenhum deles é digitado por ninguém:
Quando alguém precisa assinar uma etapa que não é do papel dele, o sistema exige motivo escrito e registra no diário. Acúmulo permitido não é acúmulo invisível.
Toda aprovação grava uma impressão digital do conteúdo aprovado. Se alguém alterar um campo depois — o salário, a data, o motivo —, a etapa passa sozinha para dessincronizada e o protocolo para de andar. Ninguém precisa perceber a alteração: o sistema percebe. Numa reclamatória, é a diferença entre um documento e uma prova.
A segregação de funções deixa de ser regra de manual e passa a ser trava do sistema. Quem instruiu não confere; quem conferiu não aprova. E não há exceção para o administrador — o papel mais forte é o que mais interessa travar.
O Probatio prefere recusar a tolerar, e a recusa explica a consequência: descontinuar experiência com estabilidade em curso (Súmulas 378, III e 244, III do TST), efetivar antes do termo sem tratar como alteração contratual (CLT art. 468), abrir vaga sem a declaração de divulgação interna. Em português, para o DP.
Dezoito indicadores, todos calculados sobre o protocolo. Nenhum é digitado à mão, e por isso nenhum discorda do processo.
quem saiu antes de completar o trimestre
da abertura à efetivação
da solicitação ao pagamento
o art. 477 § 6º cumprido, ou não
quem entrou por fora do rito
quantos dias ainda restam
… e mais doze, entre eventos rejeitados, desvio de custo, percentual acima do quadro e tempo de preenchimento.
Indicador sem base aparece como “sem base”, com o motivo — nunca como zero. Zero é uma afirmação sobre o negócio.
Implantação com hora marcada, e depois uma mensalidade por faixa de usuários. O sistema é multiempresa: quem atende mais de uma companhia opera todas na mesma conta, com os dados de cada uma isolados.
Os valores de cada plano vão na proposta comercial, com validade de 10 dias e o número de usuários confirmado.
“Quem decidiu isso, quando, e sobre qual texto?”